Divagações De Um Pós-Adolescente
  

“Adeus, alguém precisava dizer,

Mas com que palavras, com que coração?

De que jeito?

Sandy e Jr (Adeus)


Cansei do UOL.

Eu escrevia meus textos com tanto carinho, com tanto cuidado e na hora de postar era obrigado a retalha-los completamente.

E resolvi mudar. 

Estou salvando meus arquivos, mas agora é um novo começo.

E conto com todos vcs no meu novo blog.

Pessoas que me linkaram, atualizem o link, ok?

Ainda estou aprendendo a mexer lá, mas em breve atualizarei os links (se aprender a fazer isso, né? Aliás, aceito ajuda, ouviram?  Já sabem meu e-mail – lecofaria@msn.com).

Grande abraço a todos e espero vocês e seus comentários no novo “Divagações de Um Pós-Adolescente”:

http://depoisdosvinte.blog-se.com.br



Escrito por Leco Faria às 17h14
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“Meu amor se você for embora,

Sabe lá o que será de mim...”

Marina Lima (À Francesa)


Acho que ninguém reparou, né?

Eu mudei o template!!! Hahahaha

Aliás, eu não.  Quem mudou pra mim foi a Giselle (http://melpomene.zip.net).   Gi, muito obrigado, tá?

Ficou lindo. 

 

E a Mansão Schutz está com a corda toda.  Estou me divertindo muito com aquilo lá.

Visitem, visitem e visitem:

www.mansao.weblogger.com.br

 

Abaixo uma pequena crônica.  Não deixei de escrever.  Mas por causa do cansaço e da correria to um pouco sem inspiração.  Mas gostei dessa.

E pra variar, tive de partir meu post.  Vou fazer um post sobre como eu odeio o UOL.



Escrito por Leco Faria às 22h01
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“Despedida, Princesa...”

Acordou sobressaltada.  Suava muito e tremia.

Que sonho absurdo, louco.

Corria por um corredor escuro e apertado.  Atrás dela alguém.

Quem?  Não sabia, apenas tinha de correr e correr.

Levantou-se sobressaltada, foi até a cozinha, bebeu um copo d’água.  Mas já perdera o sono.  Não conseguiria mais dormir, tinha certeza.

Ligou a TV.  No noticiário da madrugada ela viu um rosto.  O rosto dele.

Ele estava sendo procurado por tráfico de drogas.

Batidas na porta. 

Quem poderia ser a essa hora?

Ele.  Barba por fazer, cara de cansaço, mas ainda muito belo.  O mesmo cara que a tirava do sério, sempre.  Desde o primeiro momento ele soube manipulá-la, brincar com suas emoções.  E agora estavam novamente frente a frente, dois anos depois do término do namoro.  Muita coisa havia acontecido, ele era procurado pela polícia, mas ainda o mesmo.  E ali, frente a frente, seu coração acelerou.

Ele disse um “Oi, princesa” tão sacana que suas pernas bambearam.  Abriu a porta, quis saber como ele estava, queria brigar, mas ele apenas a beijou.  Apenas?  O beijo dele ainda era tudo, ainda fazia com que viajasse, com que fosse ao céu e não quisesse voltar.

Ela queria xingar, e xingar, e xingar...  Mas só conseguia beijá-lo com vontade, saudade, amor, tesão.  Transaram no chão da sala mesmo. 

Mas não foi sexo.  Não foi só sexo.  Foi um reencontro, uma despedida, uma satisfação animal.

Ainda nus, no carpete da sala, ela quis conversar, saber o que estava se passando.  Ele apenas sorriu.  Aquele sorriso de malícia que só ele tinha, que só ele sabia fazer.  Um sorriso que lhe tirava o ar dos pulmões, que fazia o coração saltar pela boca.  E ainda sorrindo, acrescentou:

-Nada acontece.  Senti saudades e vim matá-las...

Ela tentou falar novamente, mas ele novamente a impediu com um beijo. 

Sentia-se bandida.  Sentia-se fácil.  Sentia-se excitada.

E por um instante só desejou que aquele momento não terminasse nunca, que aquela transa se prolongasse pela eternidade.



Escrito por Leco Faria às 21h58
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Lembrou-se do sonho.  Do corredor escuro. Da angústia. 

Sentia por ele, sonhava por ele, sofria por ele.

Estavam ligados eternamente.  Sempre.  O tempo não apagara, as lembranças ainda estavam vivas em suas mentes.  O prazer era único e total.

E o dia amanheceu. 

Vestiram-se, tomaram café.  Ele se despediu.

“Como assim?” – ela tentou questionar...

“Despedida, princesa.  Adeus.  Bye...  Não sei até quando viverei, mas tinha de me despedir de você.  E saiba que essa despedida foi o que melhor me aconteceu nos últimos dois anos...” – ele respondeu.

E foi embora.  Abriu a porta e se foi.

E ela ficou ali.  Parada. 

LEANDRO FARIA CHAVES, 06/05/2004



Escrito por Leco Faria às 21h57
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“Dorme agora...

É só o vento lá fora...”

Legião Urbana (Pais e Filhos)


Estou cansado.

Precisando dormir e por isso nem fui à aula hoje.  Mas como o vício é enorme, tinha de passar aqui pra ver meus e-mails, os comentários no blog, ir à Mansão Schutz e postar.

Só para terem uma idéia das minhas últimas horas:

Terça-feira:

05:15h: Acordo normalmente, vou pra Petrópolis para trabalhar.

14:40h, aproximadamente: Minha chefe me chama à sala dela e me pede pra vir para Paraíba do Sul/RJ, minha cidade, já que a agência de Correios daqui havia sido assaltada e precisávamos tomar as providências (conferir o caixa, o estoque, emitir relatórios, etc, etc, etc).  Como eu moro aqui, seria mais prático do que deslocar alguém de Petrópolis para exercer uma tarefa para a qual sou pago. 

15h: Saio de Petrópolis.

16:30: Chego à agência de Paraíba do Sul e começo a tomar as providências.

20:15h: Saio da agência depois de fazer uma porção de coisas para depois descobrir que eram desnecessárias e que deveria ter feito o que intuí desde o princípio.

22h: Como não sou de ferro e precisava me distrair, rumo pra Exposição Agropecuária de Petrópolis, pro show do Jota Quest.  Me esbaldei, por falar nisso.  Muito bom o show deles!

Quarta-feira:

03 h: Terminado o show do Jota Quest, saio do Parque de Exposições.

03:50h: Estou em casa, na minha cama, pronto para apagar.

09h: Já de pé, pronto pra voltar pra agência e terminar os procedimentos por causa do assalto.

12h: Vantagem de ficar na minha cidade, vou almoçar em casa, comida da mamãe.

14h: Volto pra agência, para depois me dirigir para a delegacia, acompanhando a última atendente a depor.

17h: Depois de passar uma tarde agradabilíssima na delegacia, esperando, esperando e esperando, deixo a atendente na agência e venho pra casa.  No meio do caminha paro no barbeiro, pois ninguém é de ferro e meu cabelo estava ridículo, precisando ser cortado.

20h: De banho tomado, barriga cheia, ligo o computador pra ler meus e-mails, atualizar o blog e afins.

 

PS1: Em nome da Máfia quero agradecer a todos pelas visitas e comentários carinhosos deixados na Mansão Schutz.  A Mansão já é um sucesso e estamos tremendamente felizes com isso.  Planejamos muito, fizemos com todo o carinho e o resultado é ver que vocês estão gostando.  Continuem visitando.  Cada dia um novo capítulo dessa trama mirabolante.

www.mansao.weblogger.com.br



Escrito por Leco Faria às 20h50
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“Uma esmola pelo amor de Deus,

Uma esmola dê por caridade...”

Skank (Esmola) 


Ontem, algumas pessoas tiveram uma certa dificuldade para entrar na Mansão Schutz.  Eu acredito que foi algum problema regional, pois aqui no RJ, conseguíamos entrar a qualquer instante.  Mas em SP e MG, a página não abria.  De qualquer forma, acho que o problema foi resolvido.

Não deixem de conferir a história.  Três personagens já foram apresentados.  E hoje à tarde, vocês poderão conhecer um pouco mais de Marcelo Augusto, o meu personagem.

Espero vocês na Mansão.

http://mansao.weblogger.terra.com.br/


O brasileiro está radiante.

Na verdade, o brasileiro está rico. $$$

Novo salário mínimo = R$ 260

Pronto, pode sorrir à vontade.  Com um salário mínimo desses, seus problemas acabaram!  Se com R$ 240 já dava pra viver confortavelmente, agora, somando-se a bagatela de R$ 20 a esse montante, é só luxo:  se bobear, dá até pra comer.

Lembro-me que uma das promessas de campanha de nosso atual presidente era dobrar o valor do salário mínimo.  E uma vez que a esquerda assumiu o governo, imediatamente virou direita e passou a agir exatamente como a administração anterior.  Uma amiga, petista convicta, atualmente desiludida,  de quem vivo tirando sarro, disse que o atual governo era para estar agradando muito, afinal, nem o Serra conseguiria fazer melhor.  O fato é que mais uma vez podemos comprovar que campanha é campanha, governo são outros quinhentos.

Eu, sinceramente, não sei como alguém consegue viver com R$ 260.  Muito menos manter uma família com essa quantia.  Eu, solteiro, não ganho mínimo, nem tenho meu salário vinculado a ele diretamente, tenho de fazer malabarismo para fechar o mês no positivo.

Definitivamente, o brasileiro é um herói.  Que não vive.  Sobrevive.

Ainda bem que nesse ano tem Olimpíadas.  Esperando um pouco de glória nos esportes, o brasileiro se esquece um pouco das suas mazelas.

É a máxima do pão e circo para o povo.  Mais circo do que pão, convenhamos.

Aliás, acho que nesse país só tá faltando a lona... 



Escrito por Leco Faria às 08h07
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“E vai rolar a festa, vai rolar, e o povo do gueto mandou avisar,

Que vai rolar a festa, vai rolar, quero todo mundo lá...”

Ivete Sangalo ( Festa)


Mansão Schutz

Está no ar, finalmente a Mansão Schutz!

Confiram:

http://mansao.weblogger.terra.com.br/

 

Foram alguns meses, muito trabalho, obra, reforma, obra de novo, mas enfim a Mansão está de portas abertas.

A Mansão Schutz é um blog comunitário feito pela Máfia.  Quem é a Máfia?  Uma galera blogueira, muito animada, que se juntou e resolveu criar uma espécie de novela-reality-blog.

 

A históira da Mansão é basicamente essa:

Penélope Schutz, uma jovem divorciada, fica como único bem, a propriedade da família, a Mansão Schutz.  Com pouco dinheiro e sozinha, decide alugar os quartos da mansão para faturar uma graninha extra.  E aí entram os personagens, os conflitos, as tramas.

Nessa história toda, sou Marcelo Augusto.  Um playboyzinho que odeia trabalhar, mas que adora mulheres e dinheiro.  Em breve ele dará as caras na Mansão.

É isso.  Contamos com a visita de todos, com seus comentários.

Mansão Schutz:

http://mansao.weblogger.terra.com.br/



Escrito por Leco Faria às 11h51
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“Estou de volta pro meu aconchego,  trazendo na mala bastante saudade,

Querendo um sorriso sincero, um abraço pra aliviar meu cansaço

E toda essa minha vontade...”

Elba Ramalho (De Volta Pro Meu Aconchego)


Pílulas

Galera, voltei!

E com a corda toda.

 

ÞSobre a minha infecção de garganta: estou praticamente curado.  Acabaram-se as injeções (UFA!), mas ainda estou tomando antibióticos para que não tenha uma recaída.  Obrigado pelas mensagens de carinho de todos vocês.  Tenho certeza que o pensamento positivo de cada um me ajudou bastante.

 

ÞComeça hoje, e vai até o dia 09 de maio, a Exposição Agropecuária de Petrópolis, a maior do Estado do RJ.  Na minha opinião, o melhor de tudo são os shows.  Eu vou hoje, no Skank (implorei pro meu médico, que me liberou, desde que eu me agasalhe devidamente), na próxima terça, no Jota Quest (a Plis vem, vamos zuar muito!), e na sexta que vem, no Sandy e Jr (podem rir, rssss).

 

ÞSemana que vem temos novidades.  E das boas.  Além de novos posts aqui, finalmente tem a inauguração da Mansão Schutz. 

Segunda-feira, sem falta! 

Queremos a presença de todos vocês.

Assim que abrirmos as portas da Mansão, divulgaremos o link.

 

ÞÉ isso aí.  Ótimo fim de semana pra vocês.  Divirtam-se!  Beijem na boca!  Cuidado com o sereno e com o frio, rsssssssss...

Beijão, galera!



Escrito por Leco Faria às 11h07
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Pessoas queridas,

Estou doente.  Infecção de garganta.  Uma lástima.  Tinham de ver a cara do otorrinolaringologista quando examinou a minha garganta.  Disse que nunca tinha visto uma infecção nessas porpoções.

Resultado: estou tendo de tomar injeção de 12 em 12 horas, mais uma pancada de remédios (para terem uma idéia do estrago, R$ 122 só de antibióticos) e estou de atestado médico até o fim da semana.

Assim, não consigo ficar parado na frente do computador, pois meu corpo só pede cama.

Segundo o otorrino, até sexta-feira eu já estarei bem.  Até lá, desculpem-me, mas vai ser possível retribuir as visitas e muito menos colocar posts novos.  Pra quem não leu, sugiro que vejam o texto do fim do mundo, uma viagem sem fim, que encontra-se abaixo.

Para terem uma idéia, não consigo nem pensar numa música para acompanhar esse pequeno post.

Beijos para todos e até a semana que vem, espero com todo o gás de sempre.

Leandro Faria Chaves

Escrito por Leco Faria às 12h44
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“Meu amor, o que você faria se só te restasse um dia?

Se o mundo fosse se acabar, me diz o que você faria...”

Paulinho Moska (O Último Dia)


 

Antes do texto de hoje, tenho algumas considerações:

1º) Eu não estou drogado...  O texto é só loucura mesmo, mas sem precisar de substâncias entorpecentes para viajar.

2º) O texto foi escrito por mim, mas eu não sou o único autor.  Na verdade, a idéia surgiu por causa de um e-mail sobre um louco americano que está nas manchetes dos jornais dizendo ser um viajante do tempo.  Meus amigos começaram uma discussão sobre isso e várias idéias surgiram.  Agradecimentos a Giselle, Cláudia, Plis e Cadu de quem roubei algumas idéias para montar o texto.  Na verdade, eu apenas costurei as idéias e dei um sentido (?).  A Plis disse que quando se pega a idéia de uma pessoa, é plágio; mas quando se pega a idéia de várias pessoas, é pesquisa.  Logo, fiz uma pesquisa de idéias (maluquices, na verdade) e escrevi o texto.

Bem, espero que se divirtam, pq eu gargalhei pra caramba ao escrever o texto.

Com vocês:

Escrito por Leco Faria às 00h23
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E enfim, o fim...

E o mundo acabou.

É.  Acabou. 

Boom!  Explodiu! 

Foi pro espaço.  Já era.

Não, eu não estou louco.  Aliás, nem posso estar louco, uma vez que eu não existo.  Acabei junto com o mundo. E com você.  Acabou tudo.

Não acredita?  Como não?  Vou te contar. 

Tudo começou com uma guerra.  Aliás, duas guerras que se transformaram no estopim do grande fim.

Foi no Iraque.  E no Rio de Janeiro.  E ao mesmo tempo.

No Iraque, foi tudo muito rápido.  Um ataque aéreo americano por causa de uma possível rebelião iraquiana atingiu uma região de poços de petróleo.  Foi uma explosão atrás da outra.  E nós, acompanhando tudo pela TV, extasiados com o show de luzes ao vivo.  Flashs ao vivo durante toda a programação e o mundo ligado no Iraque.

E foi então que eles surgiram.  Seu Garotinho e Dona Garotinha.  De mãos dadas, em transmissão ao vivo para todo o país, na frente do Cristo Redentor, afirmando que tudo aquilo estava acontecendo por vontade divina.  Despiram-se, ficaram nus, colocaram uma bata e convocaram a população para um grande mutirão de fé.  E se dirigiram, acompanhados por uma enorme multidão, para a Rocinha.

Tudo muito rápido, muito estranho, muito louco.  A Xuxa foi para as tvs e disse que a Sasha ia se casar com o Júnior, o irmão da Sandy.  Que Sidarta a havia iluminado e a única forma de salvar o mundo e o Júnior da boiolice, seria esse casamento.  E seguiram para a Rocinha atrás dos Garotinhos e da multidão.

E o mundo inteiro passou a acompanhar a peregrinação rumo à Rocinha.  Eu mesmo fui pra lá.  Cheguei no dia D, pela manhã.  No pé do morro, as viúvas de Lulu dançavam um axé-funk alucinadas, dizendo que a hora do reencontro se aproximava.  As pessoas bailavam ao som do mantra invocado por elas.

Fiquei ligeiramente tentado a sacudir meu corpo com aquele batidão com axé, mas meu bom senso me proibiu.  Continuei subindo a favela.  Ao meu lado, as pessoas subiam felizes, cantando, dançando, chamando Shiva, Xuxa, Garotinho, Ulisses Guimarães, Sadan, Bush.  Era uma verdadeira maluquice generalizada.  Até que um homem começou a conversar comigo.  Falou que um alquimista não saía de sua cabeça, que insistia em dizer-lhe que 11 minutos era pouco pra uma relação sexual completa.  Era o Paulo Coelho.  Mas de cabelo rastafari e sandálias havaianas.  Muito louco.

(CONTINUA...)



Escrito por Leco Faria às 00h23
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Continuei minha peregrinação de fé.  Estava feliz, uma paz emanava daquelas pessoas à minha volta.  A marola da maconha, os drogados no chão.  Tudo tão lindo, tão maravilhoso.  E eu lá. 

Finalmente cheguei aos pés da família Garotinho, da Xuxa, da Sasha, do Júnior e da Sandy, que estava gritando aos quatro ventos que não queria morrer virgem, mas ninguém ligava.  Umas bichinhas diziam que o céu estrelado parecia um manto de purpurina. 

E então um trovão.

Todos se calaram.  Garotinho estava empinando uma pipa e falava para a multidão que a hora havia chegado e que ele era a cura para a boiolice do Júnior, para a virgindade da Sandy, para o fim do mundo e para a humanidade. Disse que a Rosinha na verdade  não existia e que era um alter ego criado para que ele continuasse no poder.  Que Bush, Sadan, Bin Laden, Marta Suplicy, Paulo Maluf e Supla eram outras identidades dele, um viajante do tempo que somente queria colocar a humanidade no seu caminho.

Mas não terminou de falar.  Uma voz aguda surgiu do céu:

-Garotinhooooooooooooo!!!!  Hora de criança dormir...

E, de repente, tudo escuro.  Eu não era eu.  Você não era você.  A Sandy não era a Sandy.

Foi assim o fim do mundo.

Somo um nada agora.  Aliás, nada não, porque o nada não existe e não me venha com essa estória de que tudo é relativo.  Não tem nada de teoria de relatividade no que estou falando aqui.  Oops, eu falo?  Eu escrevo?

Eu não faço nada, é isso.  Mas voltando à questão da relatividade, que não existe, o que existem são relações.  Nós é que por senso comum chamamos tudo que não entendemos e queremos entender/provar de relativo.

Nada disso, você sempre esteve errado.  Ou melhor, ninguém sabe se você esteve errado ou certo, nem se sabe o que é isso.  Agora também é tarde para julgar.  Não podemos julgar nada, isso nos foi ensinado quando éramos pequenos.  E o mais interessante de tudo é que eu nem cresci direito e já morri.  Ou acabei, sei lá.

E tudo por culpa sua, que me fez lembrar disso tudo. 

É.  Sua culpa.  E quer saber?  Não quero mais falar contigo.  Aliás, eu nem falo.  E ainda mais falar com mortos.  E vc já morreu.

E eu também. 

Ah, fui! 

Pra onde?  Sei lá, seu chato. 

Fui e pronto!

LEANDRO FARIA CHAVES, 23/04/2004



Escrito por Leco Faria às 00h21
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“Pois bem, cheguei, quero ficar bem à vontade,

Na verdade eu sou assim: descobridor dos sete mares,

Navegar eu quero...”

Tim Maia (Descobridor dos Sete Mares)


RETRATO BLOGADO - SIMONE, DO 'AVENTURAS DA BUCANERA'

Ela chegou de mansinho por esse info-mar tranquilo e calmo. Se alojou devagarinho, como boa baiana e, aos poucos, foi se apossando de nossos corações.

Foi assim que a Simone, a nossa Bucanera (Buckye, para os íntimos, hehehe) conquistou a nós, blogueiros em geral e, especialmente, aos mafiosos de plantão.

A Si é uma baiana, que por circuntâncias da vida foi parar em Brasília. E de lá de Brasília ela montou seu blog, onde nos conta de uma forma bem peculiar as suas aventuras.

Lembro-me da primeira vez que entrei no blog da Buckye.  Eu achei que fosse mais um daqueles blogs de surfistas, talvez de uma adolescente praiana de 17 anos, com aquela linguagem característica. Nada contra, mas que não faz o meu estilo de leitura.  Mas resolvi encarar e me deparei com um texto gracioso, agradável, fácil de ler.  Ela contava histórias, colocava textos de autores conhecidos, fazia do blog o seu mar particular.

Quando comecei a pensar na Mansão Schutz (quando nem sabia que seria a Mansão Schutz), eu logo pensei na Buckye para o papel mais importante, para o fio condutor da trama.  Entrei em contato com a Buckye, fiz o convite, expliquei mais ou menos do que se tratava e ela rapidamente criou a Penélope Schutz, a dona da mansão que vai agitar esse universo bloguístico.

Enfim, a Si, a nossa Buckye, é a nossa mãezona.  Quase a mamma italiana dessa máfia que formamos.  E como uma boa mamma, vive nos enviando, da capital federal, os seus flocos de carinho que nos aquecem com seu amor.

Para conhecer um pouco mais essa Bucanera:

http://aventurasdabucanera.zip.net/



Escrito por Leco Faria às 08h14
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“Ela passou do meu lado. ‘Oi, amor’ – eu lhe falei,

‘Você está tão sozinha’ – ela então sorriu pra mim...

Foi assim que a conheci...”

Legião Urbana (Hoje a noite não tem luar)

 


Mariany

Sentei na frente do computador e comecei a escrever um texto.  Não conseguia me concentrar.  Pensava nela.  Um nome ecoando em minha mente:  Mariany, Mariany...  Fiquei a imaginar onde estaria naquele momento a dona daquele nome. 

Pra alguns, mais uma Mariany desse país enorme.  Pra mim, A Mariany.  E passei mais uma vez a imaginá-la: sua pele morena, seus cabelos longos e negros, seu sorriso lindo, seu jeito acanhado e encantador, sua voz macia. 

Conheci a dona desse nome tão sonoro pela net.  Foi identificação imediata.  Primeiro uns comentários sem e-mail para resposta, depois ela me adicionou em sua lista de contatos no msn e por fim, invadiu a minha vida.  Tão doce, tão simpática, tão linda.  Passei a ansiar por seus e-mails, por seus comentários.  E num belo dia, trocamos telefones.  E telefonei. 

Ela estava no metrô, indo para o trabalho.  Tinha uma voz tímida, e o barulho atrapalhou nossa conversa.  Liguei num outro dia e, novamente, ela estava no metrô.  Tinha um metrô no meio da ligação, no meio da ligação tinha um metrô.

Até que um dia ela me ligou.  Parte da tarde, tudo calmo no meu trabalho.  Batemos um papo animado, parecíamos velhos amigos.  Éramos parecidos em muitas coisas, uma afinidade tremenda.  E quando desliguei o celular fiquei com um sorriso de bobo estampado no rosto.

Uma paixão virtual?  Talvez.  Mas temos alguns inconvenientes, tipo o geográfico:  eu no interior do RJ, ela em Sampa.  Mas a nossa relação virtual é maravilhosa.  Ela se auto-intitulou minha fã nº 0.  Para um egocêntrico e narcisista como eu, não precisa de mais nada.  Mas o que mais me encanta nessa garota é seu jeitinho de menina e sua meiguice.  Conversando há pouco tempo com ela, já sei de tudo sobre a sua vida: seus hábitos, horários, gostos. 

E prometi uma crônica para ela, com o nome dela.  E não consigo escrever uma crônica.  Aqui, sentando na frente do computador, apenas seu nome ecoando na minha cabeça: Mariany, Mariany.

 

Mary, isso não é uma crônica, mas acho que ficou um post legal pra uma pessoa muito especial.

Como vc mesma diz: "Te gosto muitão!".  Agradeço todo o carinho que tem por mim, todos os elogios que me faz, toda a atenção que me dispensa.  Espero conseguir retribuir tudo isso.

Um beijãzão bem grandão,

Leandro

Escrito por Leco Faria às 07h56
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"Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro

E o pensamento lá em você..."

Djavan (Nem um Dia)


Quem lê, viaja...

Eu sempre fui um leitor voraz. 

Desde pequeno leio tudo que cai na minha mão.  Lembro, que várias vezes ia ao supermercado com meu pai, e ficava lendo as fórmulas químicas dos shampoos.  Coisa de maluco, eu sei.

Estava tentando me lembrar da primeira vez que li um livro.  Desde muito pequeno eu tinha muitos gibis, lia todos e adorava, mas livro de verdade, eu nunca tinha lido.  Via a estante da minha casa, com uma coleção enorme de livros (acho que ninguém nunca leu aqueles livros, e hoje nem sei o que foi feito deles), mas nunca me interessei em lê-los.  Eram enciclopédias, dicionários, livros de culinária.

E um dia, eu me lembro que estava na 5ª série, a professora de redação leu um pequeno trecho de 'Reinações de Narizinho', do Monteiro Lobato.  Fiquei fascinado com a história da menina do narizinho arrebitado e quis muito mais do que a professora tinha nos dado.  Ao fim da aula fui até a biblioteca da escola e peguei o livro.  Era enorme, quase sem nenhuma figura, mas eu levei pra casa e devorei aquele livro em poucos dias.  E foi assim, por Monteiro Lobato, que comecei a minha carreira de leitor.

Depois de 'Reinações de Narizinho' eu li todos os livros do Monteiro Lobato disponíveis na biblioteca da minha escola. E daí, não parei mais. 

Um pouco mais tarde fui apresentado à Coleção Vaga-Lume, uma coleção de livros infanto-juvenis.  E me deliciei com quase todos os títulos.  Meu autor preferido nessa época era Marcos Rey: 'Sozinha no Mundo', 'O Mistério do 5 Estrelas', 'Um Cadáver Ouve Rádio', 'O Rapto do Garoto de Ouro', 'Um Rosto no Computador', e tantos outros mais.  Foi o saudoso Marcos Rey, hoje falecido, que me viciou nos romances policiais.

Eu sei que muita gente vira o nariz, dizem que são livros comerciais, mas eu adoro Sidney Shelton e Agatha Christie. Eu odeio ler por obrigação.  Gosto de ler pra me distrair.  E pra mim, não tem como não me distrair com esses dois.  Eu embarco nas aventuras mirabolantes do Shelton, com seu universo dos podres de ricos americanos; me delicio com os crimes praticamente sem solução da Agatha e com seus desfechos surpreendentes ao lado do Poirot e Miss Marple (os dois principais personagens), que sempre me fazem pensar: 'Tava na cara, mas ela conseguiu me enganar mais uma vez...'

(continua...)



Escrito por Leco Faria às 08h01
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